Nada mudou, somos os mesmos, jovens e bonitos, com futuros brilhantes e invejáveis. Mas ela não, ela agora é eterna, e por conta disso, essa falsa consciência estancou em mim e eis o que dela sobrou: que nada mudou, e não há nada a ser invejado nisso.
17 de ago. de 2011
Não sinto saudades. Penso que se pudesse lhe falar só mais uma vez, sabendo da parte do 'nunca mais para sempre', tagarelaríamos sobre os mesmos eternos assuntos de sempre, e como nada mudou, e onde estão os fulanos. Falo sozinha como se estivesse lhe contando as últimas, e posso imaginar perfeitamente sua reação, sua voz, sua feição de incredulidade. Posso inclusive imaginar o que me traria de novo e divertido. Me convidaria mais uma vez para ir com ela pra Araruama, aturar a família em casa ou o tédio das férias. Me diria como são o máximo os veteranos e as festas.
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