15 de mai. de 2011

Vida assimétrica

Eu só gostaria de ler-te as sensações que pululam nessa alma minha, e rir quando não se deve pois a cacofonia ainda persiste em esmolar a criatividade de jovens poetas.
Eu não poderia escrever um livro, eu não tenho nada a dizer! Eu tenho medo de dizê-lo, que para uma primeira pessoa significa quase a mesma coisa.
Ai, por uma cacofonia eu trocava toda rima se assim me fizesse rir... Vida e literatura só se assemelham nisto: só valem a pena se garantirem uma boa risada. As coisas que te acontecessem não são de se levar a sério, a menos que contadas de forma adequada. E onde se encaixaria uma cacofonia aí - vê que não presta se não fizer rir? -, nem que seja a carimbar na sobriedade alguma irreverência infantil?
Vê, assim, que não tenho nada a dizer; sou tão madura...
E agora, me comprometo a recortar desse texto os últimos parágrafos que só lhe tornam robusta a silhueta. Com um alicate, pois desde que comecei a escrever, minha altivez literária parece ter encarecido esta folha de papel, ou até mesmo enrijecido, eu diria; a rigidez literária dos jovens poetas é que encarece suas vidas assimétricas, ou vice-versa.

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