6 de jul. de 2011

Alguma sensação querendo voltar. O que digo pra ela? que volte mais tarde.
Fosse alguns dias atrás teria me domado com um suborno de auto-satisfação, e se instalaria nos super-cílios, no canto dos lábios, e bastaria para que eu tivesse a expressão entregue à idéia de uma criança sem doce. Olha, não sei o que acontece, só sei que não me toma o dia, só a atenção; o que me protege hoje do que me arrebatava?
É uma sensação de insatisfação, de abertura pro mundo, de ralar joelhos e surrar sapatos. Uma coisa de levar a câmera pra passear, escrever sem caneta, ler um livro só pela pose... quem vai me julgar por isso? Era arrebatador, de largar o que precisasse ser feito! E eu fiz, muitas vezes o fiz, mas só tenho a sensação que dei mais voltas pra chegar no mesmo lugar que teria chego austeramente.
Não dá dó desperdiçar tanta sola?
E aí solidifiquei, fiquei austera, com visitas frequentes de leveza ao portão; e inspirações mascarando o contexto ao pé do ouvido. Se eu atender, o que mais pode entrar? quem mais poderia entrar?

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