23 de jul. de 2011

É de uma tristeza sem nome
a gente põe a mão sem tocar o fundo
a gente põe a mão e gela, e treme
e sente roçar pertinho do pescoço
uma sugestão impensável:
que tal ligar pra ela?

É de uma tristeza que vicia
uma tristeza vulgar
tamanha de malícia
um troço sem contornos
a gente nem sabe onde pisa
mas quer caminhar,
caminhar

pra onde, meu deus?
eu nem planos tinha, e era mais fácil
e agora que sempre os tive,
eu me recordo de cada promessa
de cada abraço, de cada piscadela

Onde é que essa tristeza acaba, meu deus?
Onde é seguro pisar?

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