Corría-me por entre os olhos idéias enervecidas, sequelas ideológicas, pensamentos bastardos, canhotos. A ansiedade se sobrepunha à dúvida, que se sobrepunha à confusão, que se sobrepunha ao medo; que por acaso acobertava todo o resto.
Sentei-me à beira do dia, esperando-o acontecer. Um pé cruzado sob o corpo permanecia na realidade, o outro pendia no infinito. O sono que trazia comigo se dissolveu em sonhos profundos, na beira do abismo. Pendia desinteressadamente o braço, como quem desenha na água na borda de uma piscina. Pensei que hoje, em especial, algo iria me levar pelas mãos para outro nível de consciência, mas não foi bem assim. O dia continuou sem acontecer do outro lado de minhas viseiras, de minha preguiça. Acordei com marcas pelo rosto, dividindo a testa ao meio e as laterais dos olhos.
Círculos circuncêntricos se projetavam de minha percepção, feito sonar. A maré tratava de levar embora a torrente de informações que queria me inundar. Eu mergulhava no silêncio, imersa por palavras que não eram as minhas; eu me sentia um submarino amarelo em meio à corrida armamentista.
Meu deus! Não sei como terminar esse texto! Minha narrativa nem tem clímax, quanto mais um desfecho! hauahauahhau
Pior que era pra ser uma metáfora sobre minhas manhãs no cursinho, mas tô tão sem perspectiva que nem sei o que poderia salvar minha rotina! Qualquer desfecho que eu desse a esse texto seria, portanto, clichê, que por sua vez seria uma mentira. Socorro...
Talvez o fim só esteja esperando para acontecer.
ResponderExcluirÉ, dessa vez eu não posso comentar...
ResponderExcluirSorte?