26 de mar. de 2010

Poema torto

Procuro aquilo que me habita
corre e zune na minha cabeça
Mas essa dorzinha sisuda se distancia,
eremita, recolhe os seus da mesa
E faz que não se interessa por mim, 
se recolhe e vai sumindo, toda besta.
Se esconde atrás das minhas idéias
E se procuro, já não consigo saber quem era, 
quem me dera meus pensamentos 
fossem transparentes
É que cada pergunta arrasta consigo uma resposta
E é atrás delas que se esconde essa dorzinha poente
São todos tendenciosos, meu pensamentos,
e ocultam coisinhas irritantes e latentes.


Era para terem sido versos brancos, seria mais Drummond e teria mais graça. Mas, como disse antes, estou escrevendo como quem 'cozinha' Fast Food. Se não gostou, chama a mamãe pra tirar o picles... '¬.¬

2 comentários:

  1. seus textos são uma delícia! =)

    e quem não se amarra em fast food?

    ResponderExcluir
  2. Gostei e degustei, do início ao fim, como comida de mãe!

    ResponderExcluir