Eita, eu quero escrever sobre as coisas inacreditáveis que vejo! Mas como descrevê-las como realmente são, se ao pregá-las com palavras passam a pertencer a um plano onde tudo é possível, e nada surpreende pela estranheza? Por que tão longe da realidade, se ontem mesmo vi esse fenômeno em plena rua e ninguém o acusou com ceticismo? Me atrevesse a contar a alguém o mesmo relato permeando com gestos, e ainda assim riria como de um breve exagero!
Arme o polegar direito e lance-o diretamente, com toda a objetividade, contra a peça de surrealidade que vaga entre nós!
É só o que me resta: escrever sobre o óbvio discreto com o qual todos podem se identificar e ainda assim sentir como se uma verdade lhes fossem revelada, ao invés de uma invenção d'além dos trópicos.
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