25 de jun. de 2010

Amor e medo

"[...]

O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair das tardes,
Eu me estremeço de cruéis receios.

É que esse vento que na várzea – ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!

[...]"

Casimiro de Abreu

Um comentário:

  1. Caraca! Eu AMO esse poema. Muito,muito,muito!


    "E tu seria no lascivo abraço,anjo enlodado nos pauis da terra." Ah,me sinto viva!

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