30 de jun. de 2010

Se soubesse eu nadar...

Perene, porém poroso
Feito um dia lindo serpenteando pelo vitral fosco:
Ou escapa pelos dedos, ou fica do lado de fora;
É o momento indescritível que falta à memória.

Culmina em um pensamento canhoto
à beira de um rio que não custa para cruzar;
se apega às velhas bagatelas, à desculpa milenar
de que ficar aí parado é menos dispendioso

Sois um cabra frouxo! A quem é custoso alentar em terra,
sem saber o quão prazeroso é o reencontro com o ar
na outra margem, após uma vida submersa

Ínvio o rio se não se atreve a nadar
És tolo por preferir um mar de tolices,
Um mar pérvio para quem está disposto a tentar.



Sim, eu usei o dicionário para escrever este x)

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