esse homem que só reconheces
longe da barbárie,
imune à mediocridade e à sua causa.
Continuas a procurar,
enquanto o arco-íris
é todo o seu olhar
quando tua solidão aclama a vida
no meio da multidão.
O homem que desejas,
esse de cujos braços
nada te arrancaria,
há muito que fugiu do Paraíso
e encontra cada noite
a mulher dos seus sonhos,
e não serás tu, precisamente,
com tanto Brahms e tanta poesia.
María Sanz
(Retirado do Rua das Pretas)
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