Se eu apenas pudesse lançar meu braço só com a vontade de um pensamento e resguardá-lo, e fazê-lo de novo e acertar o seu destino, e mover braços e pernas no ar como vultos apenas por lhes dirigir um olhar e subitamente deixá-los pender ao lado do corpo. Se só com a vontade do pensamento eu pudesse mudar a direção que meus olhos despontam e ousar trazer para dentro outras imagens mais nítidas.
Ah, sim, eu posso fazer isso, mas não é como se experimentar meu corpo nos seus mais primários confortos fosse suficiente para não me sentir apertada. E quanto aos meus braços, e pernas, e olhos metafísicos?!
Se eu apenas pudesse me mexer só com a vontade de um pensamento...
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