O que dispenso é aquilo que me cruza com infindáveis braços. Fique estático, que eu sei onde encontrar, ora, me deixe em paz! Essas cidades fervorentas me deixam nervosa, porque os cantos de concreto assoviam como chaleiras quando o vento procura passagem; o Sol suspira freon sobre nossas cabeças; e o asfalto geme para seus vizinhos paralelepípedos, peça a eles para que andem mais devagar... e transpira o miasma fétido dos ratos que todo mundo sabe que existe no subsolo, mas prefere não saber.
Marquei São Paulo com um brinco que desceu pelo ralo do banheiro; tenho nojo de me banhar no mar do Rio. Qualquer coisa giratória é menos estúpida do que a torre-restaurante de Seattle.... Tóquio brilha tanto que me recusa um mero flerte com a Lua! E Nova Iorque, tão cara em alta temporada?!
Nunca fui à Paris, Londres e Amsterdam. Temperem quanto quiserem o clima com sazonalidades distoantes, que eu não me convenço. É tudo ilha de calor. E um punhado de verde em cada esquina não vai contornar isso.
É tudo, e nada...
ResponderExcluirMuito bom!