31 de mai. de 2010
Lua que te pariu...
Ela se levanta correndo, meio atordoada, como se não tivesse pensando em todos os detalhes até aquele exato momento. E fez o que qualquer pessoa sensata teria feito: surtou um pouquinho com a ausência das coisas, e correu pro seu canto.
Quando vi, aquilo que fazia parte dela há alguns meses se mexia irreverente, transbordando ignorância pelos olhinhos fechados. Ela estava ali, aninhada nAquilo, e Aquilo era aceitável; só mais alguma coisa que a cachorra trouxe pra dentro de casa. Mas então ela se levantou e saiu. E Aquilo ficou ali, vivendo, sozinho sem ninguém. Eles se apartaram em dois, e Aquilozinho, tão descompromissado, agora não coexistia apenas com ela. Ele ficou ali, por alguns minutos, vivendo sozinho, sem saber que era largamente observado.
Agora são 7, tão surreais juntos que parecem apenas uma extensão do corpo dela. Cada um com seu gemido, com sua fitinha colorida, e com sua fome. E uma mãe só.
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Que lindos!
ResponderExcluirOs filhotes,as fotos,o texto e a sua sensibilidade para retratar tudo isso.