Domingo na casa da vó,
todos os sons estagnaram
no portão, a campainha, se pudesse,
selaria seus botões.
Tenho medo.
Silêncio se faz ao redor,
parentes se cumprimentam
com gelo.
Uma afável senhora desvia
os olhares, aperta cada neto
junto ao peito, aos pares
e dispõe-nos ao redor de um leito,
Feito presépio, berço de seu desespero,
ela chora, quase todo o tempo.
Pouco sei sobre esse homem
e agora não tem jeito.
Muito sensível a forma que você pintou este poema.
ResponderExcluirMuito bonito,muito profundo.
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