um outro olhar como uma chama escrava:
Sob o olhar de Raquel o olhar de Lia
no pórtico das órbitas velava.
Quando às vezes Raquel o olhar cravava
em alguém ou a alguém Raquel seguia
eram os olhos da irmã o que se via,
era o olhar da pastora que ali estava.
Debruçava-se o pastor no olhar do filho.
Que é que via nos olhos que fitava?
Nos olhos bem-amados que é que via?
Por certo de Raquel o estranho brilho.
Mas atrás desse brilho bruxuleava
o olhar de Lia, Lia, sempre Lia.
Jorge de Lima
Já deixei de comprar uma antologia desse cara por outros intertextualidades com essa mesma obra de Camões, mas esse soneto em especial me comove... mas só em certos dias.
Afinal, quem não gosta de pagar a vítima? ;)
Brincadeiras à parte, Acho que meu nome vai estar sempre atrelado a sonetos como esse. Sorte ou azar?
Ah,o soneto é lindo! Seu nome é legal,eu acho. Acho que nunca li o meu nome é poesia,mas em letras do Chico e do Frank Sinatra,que,são quase o mesmo. Prefiro esquecer da música dos Los Hermanos intitulada "Bárbara."
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