4 de fev. de 2011

Aristóteles

Se bem me lembro das aulas de filosofia do 2º grau (olha eu mentindo a idade... rs), era Aristóteles que dizia que cada ser humano nascia com um metal em sua alma: o ouro, a prata ou o cobre. Dessa forma, um homem de alma cobre só poderia ser digno e feliz se cumprisse as funções sociais que eram designadas a uma homem de alma cobre, como ser camponês artesão, etc. Era a forma de organização social que julgava mais oportuna, sem méritos familiares mas julgando habilidades individuais.
Mas não tenho certeza, no Google só falam da tal Pedra Filosofal...

Sei que nem tudo o que reluz é ouro, mas o que preciso agora talvez seja uma tarde numa tal de Fundição Progresso, aos pés de uma certa Orquestra Sinfônica, para me sentir resplandecente de novo. Eu não preciso ser de ouro, mas é como se fosse. Bastasse me sentir assim, meio densa, meio magma, meio fúlgida (adoro essa palavra!), meio 'fugidia', para não me sentir tão insegura, e fragmentada. Para que tivesse dado certo, talvez.
Mas ainda assim talvez não fosse a solução pros meus problemas, porque passar do estado sólido para o líquido também se chama Fusão, e no meu caso, foi isso que causou tanto problema. Eu me Fundi. Aquela que era uma se fundiu com nada e se tornou meio. Mas acho que quando nosso metal resplandece, ele dilata, então tá tudo certo.
Não era pra fazer sentido mesmo, isso é só grafomania, ou um desejo louco de admitir que eu queria continuar tentando. Ainda que o epicentro das convulsões se aproximasse cada vez mais de meu centro. Porque cada vez que alguma coisa desaba, logo depois eu sinto uma paz serena a ponto de me fazer dormir como devia. Tem certas coisas que a gente deveria saber como que por instinto, mas pra mim não foi assim (agora, vai falar isso pro 'dono do pincel'...). Eu tenho medo, porque sei que na hora que a bomba H explodir, eu vou ser aquela a ir na janela 'tomar banho de sol, sol'. Eu não sou instintiva, sou intuitiva. E minha intuição diz que eu não sei arriscar. Porque eu sei ver um blefe, e vou pra cima com tudo mesmo não tendo nada, só pelo prazer de reconhecer um blefe. Eu me cubro de seu manto para me cobrir de martelada sem respingar para fora o que eu era, e me fazer caco de vidro em casamento grego para que possa fixar em terreno plano sua felicidade em cima. Mas aí, eu não tenho nada, não sou nada (de tanto querer ser o nada que você me impõe), e quando vou ver já me fundi com você sem a minha parte. Juntos somos meio, mas será que esse meio... Nós dois, somos mais eu ou você?


Música dessa manhã: Running Out, do Magic Numbers (até meus gostos 'adolesceram' agora... que frescor!)

2 comentários:

  1. Platão, não?
    Se eu não me engano ele faz essas distinções na "República".


    Aliás, agora me ocorreu aqui... Ele era discípulo, então é bem provável que defenda o mesmo, ahhahaha.

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  2. Mel, oq a senhorita disser está valendo! A bacharelanda é vc! ;)

    Deve ser por isso que não achie na internet, o google não mentiria...(eu acho)

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