Gostar de tudo é gostar de nada.
Amar todo mundo é amar ninguém.
Jurar tudo é jurar nada.
Querer todo o bem do mundo é não querer bem algum.
Ou então, significa que qualquer coisa, qualquer um, qualquer bem basta.
Será?
Acho que não. Mas quando eu morrer, vou perguntar a Gautama assim mesmo, não posso me esquecer.
Necessidade mórbida de me dedicar a uma coisa só, uma pessoa só, uma meta só. Porque sem isso, nada faz sentido, ainda que se faça da vida uma obrigação que se viva procrastinando, burlando ou obedecendo. É viver como bandos de pássaros que sobrevoam o litoral em círculos: é só uma questão de probabilidade até se chocarem com os mesmos parceiros e oportunidades, e nada te atrai o suficiente para querer abandonar o seu próprio meio e buscar mais.
Há uma coisa só, essencial e anterior a todas as outras coisas, que não estou enxergando aqui.
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