Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.
No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...
E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...
As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...
Alphonsus de Guimaraens
Houve um homem que me recitava esse poema quase que toda semana. Não só para mim, mas para outras dezenas de jovens que se encontravam naquela sala pelo mesmo motivo. Eu perdia o fôlego toda singular vez já nos primeiros versos pensando que era a cadência de seus versos e a seriedade daquela voz madura. Hoje, quando encontrei esse poema numa livraria, perdi o fôlego mais uma vez. A parte ao simbolismo, finalmente entendi o que queria realmente dizer. E prefiro acreditar que Ismália não estava tão louca assim.
Eu acho esse poema de uma beleza singular.
ResponderExcluir