Entoam baladas
Para suas amadas
Com grandes orquestras
Como os invejo
Como os admiro
Eu, que te vejo
E nem quase respiro
Cecília, de Chico Buarque
Outro dia eu explico quem são Lídia e Cecília para mim.
é com prazer que enuncio
que o plano b
se transmuta em plano a
segundo a segundo estou passando
para o lado de lá
amor me espere adentrar
no seio da noite
há uma melodia em seu ar
eu suspirei
calcei o palco quando chamou
quando te vi tocar
amor é verdade
que não só de paixão
vive a música
eu nunca tentei, não aprendi
não me deixei levar
amor estou a um passo
de nunca mais voltar
ser músico não dá futuro amor
diz a platéia que paga para sentar
sob nossas asas sugando a sintonia
de olhos fechados, estrebuchados
o que essa gente tem visto meu deus
pra ocupar os ouvidos com esse luar
eles nunca viram a noite
mas ouvem a melodia como quem rouba o ar
amor não lhes dê o som
do seu ressonar
lhes dê o silêncio do meu
suspiro amor
a melodia desse ar
que ninguém vê, ninguém entende
ninguém espera chegar
amor
à música o que é da música
o que é bom está guardado
não estraga nem amarrota
é só seu
seio da noite
o leite que me jorra amor
sem uma orquestra sem maestro
um piano às costas
esse é meu jeito de expressar amor
no seio nas costas no ar
eu não canto mas se o soubesse
seria para gritar mais alto que um trompete
ou uma sinfônica inteira
para o meu amado saber
que estou subindo ao seu lado
o palco de lá
É sempre um prazer.
ResponderExcluire me fez pensar: realmente, sempre dizemos que escrever não dá futuro, ser músico não dá futuro, mas a vida em escritores ou músicos ou artistas, o que quer que seja, também não dá futuro.
É por isso que eu vivo lendo seu blog ;P
Ter futuro é coisa do passado! huahaauha
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