Diariamente escreveu sua presença com unhas e dentes pelas portas e paredes daquela casa. E quando se foi, ficaram só portas e paredes, e uma nova mão de tinta. Sua presença ficou muito mais leve e sorrateira, mas ainda lembro o que estava escrito. Pedia uma mão, um colo, a atenção dos olhos, ou qualquer outra parte do corpo, sem restrições ou misérias. E era assim, unhas e dentes que se guardavam em sua carne, mas com que atava sua presença a essa casa.
Mas depois que se foi, nem unhas, nem dentes, nem xilografia. Apenas pelo pedido sem restrições nem misérias.
Que bonito,Lia!
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