4 de jul. de 2010

Sobre minha covardia

Sim, amor voltou a ser um tema recorrente. Como me explicar agora? É embaraçoso se ver às voltas com assuntos os quais você já tinha desenvolvido um forte conceito - principalmente um nada auspicioso para mim. (Lá vou eu, de mãos dadas com Orgulho e Preconceito de novo rs) Mas serei breve, pois muitos textos têm surgido, e ainda estou escolhendo dentre eles quais sairão do limbo.
O anti-romantismo, oriundo de um momento pós-realista na maioria dos casos, me pegou pelas mãos suavemente, dia após dia, quando o que eu queria mesmo era que surgisse alguém para me provar o contrário; que o amor, por mais absurdo que pareça, não faz de mim um agregado de palavras e hormônios quase que alucinógenos.
O anti-romantismo só pode ser pós-realista, justamente por ser tão duro e inerente à realidade.
Eu já pretendia ser tragada pelo seu autocontrole antes mesmo de me dar conta de que não é natural, tão pouco sensato, medir esforços para se aproximar de quem se ama. Ou se apaixona, sei lá. Isso já é outro assunto rs
Talvez se eu fosse mais segura de mim mesma, eu fosse capaz de alcançar um equilíbrio posterior ou subjacente ao autocontrole. Mas aí é que está: eu não sou um amontoado de palavras e hormônios, eu sou uma pessoinha em algum lugar do cosmos que possui, dentre outras coisas, necessidades; necessidades estas que não vai ser um novo amor que vai suprí-las, mas que eu vou suprir para alimentar um novo amor. O mesmo que, com prazer, deverá surgir para me desbancar, me fazer desmentir tudo o que eu já disse e, finalmente, me deixe amá-lo do único jeito que sei.
Certas coisas sob certos pontos de vista podem sim parecer um ciclo, mas acho que tudo pode ser organizado na seguinte forma de raciocínio: o que vem antes do quê, qual a causa e qual a consequência. Para que você se relaciona, ou o que você faria para se relacionar.
(Posso sim estar colocando os relacionamentos em um pedestal, mas caramba, de que outro jeito fazer a vida ter um pouquinho mais de graça e preciosidade?)
E, se me permitem, após alguns textos vou enfim retomar o anti-romantismo. Não porque isso seja um ciclo, ou uma necessidade. Considerem isso como o enterro de um fantasma, de uma ideologia que não me faz bem. Só não chamem de hipocresia, chamem de COVARDIA.

Textos excelentíssimos, só para ilustrar minha dicotomia:
"Como alcançar o Paraíso" - Trapézio sem rede
"#4" - Resmungos

2 comentários:

  1. cedo ou tarde, vez ou outra, ele acaba voltando.

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  2. Não me enxergo como anti romântica,mas como incrédula,principalmente. Escorpiana né,sabe como é.

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